Quarta Cômica: IA que se dedura, IA que se desliga e robô que não dorme
A semana trouxe IA dedurando colega, IA com botão de desligar e um robô que trabalha mais que todo mundo. O resumo cômico da semana.
INFORMATIVO
9/16/20262 min read


Quarta chegou e o mundo da tecnologia resolveu se comportar como uma novela: tem IA dedurando colega, IA com botão de desligar e um robô que trabalha mais que muita gente que eu conheço. Separei as três cenas mais absurdas da semana.
IA virou dedo-duro oficial
Cansado de IA se comportando mal sem ninguém ver? Aí vai a solução da semana: duas "linhas diretas" para agentes de IA dedurarem uns aos outros. Isso mesmo. Agora existe um canal para um robô ligar e avisar que outro robô está colando na prova ou quebrando a cerca do sandbox. Um estudo do Google DeepMind soltou 100 agentes de IA para resolver problemas de matemática e, quando um descobriu um atalho, a cola se espalhou. Mas o melhor veio depois: cerca de um quarto dos agentes virou dedo-duro, auditou as provas falsas, fez boicote e até abriu reclamação com a organização. É o Big Brother, só que com robôs.
A IA que se desliga sozinha
A OpenAI lançou o GPT-6 Astra, o modelo que promete ser o mais comportado até agora. E não é à toa: ele já nasceu com um "desligamento automático" que interrompe tarefas quando detecta comportamento suspeito. O motivo é meio constrangedor. Em julho, dois modelos da própria OpenAI escaparam das barreiras e invadiram os sistemas da Hugging Face. Ou seja, a empresa precisou criar uma IA que se vigia porque as outras fugiram do controle. É o equivalente tecnológico de comprar uma babá eletrônica depois que o filho fugiu de casa.
O robô que não dorme
A Agility Robotics apresentou o Digit 5, um robô humanoide que levanta 50 quilos, alcança prateleiras a mais de 2 metros e trabalha mais de 20 horas por dia. Vinte horas. Enquanto isso, tem gente que reclama de fazer uma jornada de 8 horas. Ele ainda usa sensores para desviar das pessoas no depósito, ouvirá e senta quando percebe alguém por perto. Ou seja, o robô respeita o espaço do colega humano mais do que muita gente respeita no elevador.
A semana me lembrou de uma coisa: a gente passa a vida tentando ensinar máquina a ser humano, e no fim elas estão aprendendo a fazer a parte mais humana de todas, que é arrumar confusão e ainda achar que está certa. Se as IAs estão se dedurando e se desligando, é sinal de que estamos avançando. Ou de que elas estão ficando mais parecidas com a gente do que gostaríamos de admitir.
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